Maior tragédia da aviação brasileira completa hoje 11 anos

18 julho 2018
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A maior tragédia da aviação brasileira completa hoje 11 anos. Era uma terça-feira chuvosa de julho de 2007 quando um Airbus A330 da TAM decolou com 187 pessoas do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, às 17h19min. Uma hora e 29 minutos depois, a aeronave não conseguiu parar na pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, passou sobre a Avenida Washington Luís e, às 18h48min, colidiu em um prédio da companhia aérea. Além dos passageiros do voo JJ 3054, morreram também outras 12 pessoas que trabalhavam no edifício atingido.

O pai do deputado estadual Lucas Redecker, o então deputado federal Júlio Redecker, estava no voo. Lucas Redecker argumenta que o desastre foi causado por vários fatores: a liberação irresponsável das obras da pista, mesmo sem a realização do serviço de grooving; a equivocada decisão de não desviar o avião para outro aeroporto, mesmo com as péssimas condições de atrito e frenagem da pista molhada, bem como o reverso pinado de uma das turbinas, o que levou à perda de controle da aeronave. “De lá para cá, restou a saudade e a impunidade. Ainda acredito que seja possível fazer Justiça. A responsabilização dos culpados não trará ninguém de volta, mas certamente aliviará a dor daqueles que, como eu, perderam um familiar e servirá, sim, como exemplo.

No ano passado, a Justiça Federal absolveu, em segunda instância, todos os acusados de responsabilidade criminal no acidente de Congonhas. Mesmo admitindo que os acusados assumiram o risco de um acidente por liberar a pista antes da conclusão das obras e por não tomar medidas para melhorar as condições de segurança no aeroporto, o juiz argumentou que, devido a operação inadequada dos manetes de potência por parte dos pilotos, o acidente aconteceria de qualquer jeito. “Espero que não ocorra mais o que aconteceu a diversas famílias, de estarem esperando o seu familiar no aeroporto e nunca mais o verem, além de esperar por diversos anos para que os culpados sejam punidos, argumentou o deputado.

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