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jan 27


Os brasileiros pagaram uma quantia recorde de impostos e contribuições no ano passado. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Receita Federal, a arrecadação federal somou 969,907 bilhões de reais no ano passado.

O volume representou um crescimento de 143,388 bilhões de reais em relação ao verificado em 2010, que já havia sido o maior da história até então, quando totalizou 897,988 bilhões de reais.

A arrecadação do ano passado registrou uma alta real de 10,10% em relação ao ano anterior. O crescimento ficou abaixo da projeção feita pelo Fisco para 2011, que era um intervalo de alta entre 11,00% e 11,50%.

A expansão foi impulsionada pelo aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas para 3% em abril. A medida elevou a arrecadação em 3,19 bilhões de reais. O aumento dos impostos sobre as bebidas, em março do ano passado, também colaborou com mais 948 milhões de reais.

O começo do ano passado concentrou a maior parte do crescimento da arrecadação, em função de pagamentos de impostos de 2010, quando a atividade estava muito acelerada.

Especificamente em relação a dezembro do ano passado, a arrecadação somou 96,632 bilhões de reais, o que significa uma queda real de 2,69% na comparação com o mesmo mês de 2010, mas uma alta de 21,76% na comparação com novembro.

Setores – Entre os dez setores com maior arrecadação, o líder é o de bancos, com um total de 116,7 bilhões de reais pagos aos cofres públicos. Comércio atacadista vem em seguida, com 46,7 bilhões de reais. Fabricantes de veículos ficaram em terceiro, com 37 bilhões de reais.

(Com Agência Estado)

jan 26

Desde a quarta-feira (25), o consumidor tem de adicionar um item à sua trivial comprinha de supermercado: além do cartão de crédito e da lista de compras, terá de levar de casa recipientes para substituir as famigeradas sacolas plásticas.

O acordo que deve banir a sacola plástica de quase 90% das redes foi assinado entre a Associação Brasileira de Supermercados (Apas) e o governo do Estado de São Paulo em maio de 2011. “É louvável que a Apas tenha tomado a iniciativa, mas o Idec entende que não ocorreu o devido processo de conscientização e informação necessário para que o consumidor cumpra sua parte”, opina Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Segundo ela, a ideia de responsabilidade compartilhada – que norteia a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) – inclui a construção de soluções de forma também compartilhada, o que não ocorreu, pois o consumidor não foi incluído no processo.

“O consumidor está cheio de dúvidas. Desde as mais simples, como se deve ou não embalar detergente junto com comida, até questionamentos sobre o valor das sacolas biodegradáveis, que serão fornecidas a 0,19 reais. De onde vem esse valor? Quanto custava a outra sacola, cujo valor estava embutido nos produtos? Esse valor de 0,19 reais vai subsidiar a compra das sacolas reutilizáveis? Nada disso foi explicado”, afirma ela.

De acordo com o diretor de sustentabilidade da Apas, João Sanzovo, pode acontecer de algumas pessoas não quererem aderir à campanha. “Pode ocorrer, mas, pela experiência que tivemos em Jundiaí, é uma minoria, que não quer sair de sua zona de conforto. Mas, de fato, algumas pessoas vão precisar de ajuda e informação para abandonar a cultura do descarte. ”

Opções – Entre as opções que o consumidor terá nos pontos de venda estão as sacolas de algodão, de PET, de ráfia e de polipropileno (todas reutilizáveis), além dos carrinhos de feira (de tecido ou comuns). Mas os especialistas dizem que o melhor é trazer sacolas de casa, para evitar a compra desnecessária.

“Essa ideia de ter de comprar sacola não corresponde bem à realidade. Todo mundo tem em casa suas sacolas guardadas. Até mesmo aquelas bolsas de palha que se usa para ir à praia podem ser usadas para compras. Ele só vai ter de comprar se esquecer. E se comprar, será uma vez só″, diz a gerente de consumo sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro.

Sanzovo, da Apas, diz que há uma hierarquia para as opções. “A primeira providência é trazer de casa. Se não trouxer, o caixa vai oferecer a biocompostável. Se ele não quiser comprar a biocompostável, a loja oferecerá caixa de papelão. Não vamos deixar ninguém sair da loja com as compras sem embalagem.”

Lisa Gunn, do Idec, diz que a falta de clareza pode criar uma tendência de se rechaçar a medida. “Temos de entender que o processo de consumo sustentável passa pela informação, conscientização e educação do consumidor. Se ele tiver de comprar saco de lixo para pôr no banheiro, há de se perguntar em que o saco de lixo é diferente da sacolinha. Essa resposta não foi dada.”

(Com Agência Estado)

jan 26

A Polícia Civil vai investigar um suposto ataque à sede municipal do PSDB em Porto Alegre.

Segundo o partido, uma bomba incendiária caseira foi jogada ontem de manhã em uma casa onde funciona a sede local da sigla, na região central da cidade. Houve um princípio de incêndio e uma porta foi danificada. Não houve feridos.

Membros do PSDB registraram um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

jan 25

Novo Hamburgo  – A Argentina deve cerrar ainda mais as fronteiras para a entrada de produtos estrangeiros. Invocando a filosofia de defesa da produção local e também para manter sua balança comercial saudável, o governo Cristina Kirchner está seguindo à risca a política de tolerância zero às importações. Seguindo este caminho de intensificar as restrições, vem se reunindo com setores industriais para definir um “menu protecionista”, o que engrossará o extenso universo de artigos que já contam com algum tipo de medida protecionista.

De acordo com o site argentino iProfesional.com, cerca de 25 câmaras empresariais já tiveram ou terão encontros nos próximos dias com a secretária de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, e a ministra de Indústria, Débora Giorgi para sugerir quais medidas protecionistas que mais se ajustam às suas necessidades. As medidas devem afetar a produção brasileira, que tem o país vizinho como um dos principais compradores.

Mais aperto ao calçado

O setor calçadista brasileiro deve ser mais uma vez abalado pelas restrições argentinas. Em recente encontro com a secretária de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, os fabricantes de sapatos locais voltaram a solicitar que o governo retome a limitação ao ingresso de calçados com selo brasileiro. Neste caso, eles estão se referindo ao acordo que estava em vigor nos últimos três anos e que permitia ao Brasil a exportação de 15 milhões de pares por ano.

O acordo de cotas de exportação do sapato Made in Brazil expirou em 31 de dezembro e até agora não houve movimento por parte das associações que representam o setor no Brasil e na Argentina (Abicalçados e Câmara da Indústria do Calçado, respectivamente) para começar a discutir o assunto.

PROBLEMAS

No ano passado, a Argentina intensificou às travas aos calçados brasileiros – são cerca de 3 milhões de pares que ainda não conseguiram entrar no país – e a partir de 1o de fevereiro, os importadores também terão que declarar antecipadamente suas compras ao governo K antes de realizar qualquer operação de importação.

CORRENTE COMERCIAL

A corrente de comércio entre Brasil e Argentina registrou, em 2011, recorde de US$ 39,6 bilhões – aumento de 17% em relação a 2010. O saldo comercial foi positivo para o Brasil em USS 5,8 bilhões – aumento de 41% ante 2010.

A Argentina é o segundo principal comprador do Rio Grande do Sul, atrás apenas da China. Segundo dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE), entre janeiro e novembro de 2011 foram exportados US$ 1,81 bilhão, em uma participação de 10,04%. Em 2010 haviam sido exportados no mesmo período US$ 1,48 bilhão, representando 10,49% das exportações.

Espera até regras vigorarem

O governo brasileiro vai esperar entrar em vigor a exigência de informações prévias sobre todas as importações de bens de consumo impostas pela Argentina para iniciar as negociações com o governo vizinho. Mas de acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 79% das exportações brasileiras devem ser afetadas com a exigência da declaração antecipada. “Estamos preocupados com esta realidade”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Adiamento está descartado

Apesar dos pedidos de empresários argentinos, o adiamento das novas regras para importação não deve vingar. O secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno já reiterou que o sistema será aplicado de maneira “automática”. Em reunião com representantes do setor importador da Argentina, os titulares da Receita Federal, Ricardo Echegaray, e da Aduana, Siomara Ayerán, já adiantaram que cada declaração será analisada no prazo máximo de 10 a 13 dias.

 fonte: jornal NH

jan 24

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse à revista britânica “The Economist” considerar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) um candidato “óbvio” à Presidência em 2014. 

Na entrevista, feita pelo chefe da sucursal da revista em São Paulo, o ex-presidente prevê uma nova disputa entre José Serra e Aécio. 

“As coisas estarão mais claras depois das eleições municipais. Provavelmente veremos uma briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio.”

Sobre a eleição de 2010, em que o PSDB saiu derrotado nas urnas, o ex-presidente afirma que o partido cometeu “erros enormes” e admite que o então candidato, José Serra, estava isolado “mesmo internamente”.

 “Não formamos alianças. Foi uma espécie de arrogância. Nosso candidato estava isolado, mesmo internamente”, afirmou FHC na entrevista. 

Questionado se Aécio pode vencer em 2014, FHC elogia a capacidade do mineiro de estabelecer alianças. 

“Aécio é mais da cultura tradicional brasileira, mais apto a estabelecer alianças”.

Na entrevista, que foi levado ao ar no site da revista na semana passada, o ex-presidente ainda fala que o sistema de governo brasileiro permite a corrupção. 

“Sempre tivemos algum grau de corrupção, aqui e ali, mas o sistema não era corrupto. Agora o sistema permite a corrupção como um ingrediente normal”, afirmou, remetendo à partilha de poder entre os partidos a maior possibilidade de corrupção. “Você não está partilhando poder, você está partilhando oportunidades de ter bons contratos.” 

O tucano ainda nega que o mesmo sistema tenha ocorrido em seu governo. “Talvez num ou outro caso, mas agora o sistema inteiro está baseado nisso. Isto é novo.”

jan 23

Engavetada na Assembleia desde junho de 2011, a polêmica proposta de implementação da inspeção veicular ambiental será retomada com força em fevereiro pelo governo Tarso Genro.

Como o prazo estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para que os Estados aprovem o projeto expira em junho, o Piratini alega que, apesar da resistência da base aliada e da sociedade diante da proposta, não resta outra alternativa senão efetivar a criação da inspeção veicular.

Saiba mais: a negociação

— Vamos retomar a discussão, ver o que evoluiu e tomar uma decisão. É uma norma do Conama, em algum momento isso vai ter de ser feito — disse o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana.

O projeto que prevê a inspeção – travado na Comissão de Constituição e Justiça desde que o Piratini revogou a tramitação em regime de urgência a pedido de deputados governistas — determina que os veículos emplacados no Rio Grande do Sul devem passar por uma vistoria anual para a verificação da emissão de gases poluentes.

A taxa, que será remetida junto com o IPVA, está fixada em R$ 54,83. Para aplacar os ânimos dos aliados, o Piratini abrirá negociações para avaliar possíveis flexibilizações na proposta. Contudo, ao mesmo tempo em que demonstra disposição para o diálogo, o governo sinaliza que não há espaço para mudanças radicais.

— O projeto que está na Assembleia é uma base. Não necessariamente aquele vai ser o texto final, mas não tem muita margem para modificação. Vamos ver o que é possível fazer — afirma Pestana.

Em novembro, após seis meses sem qualquer debate sobre inspeção veicular, o Piratini voltou a coletar subsídios que serão utilizados agora para convencer deputados sobre a necessidade de aprovação da medida.

Foi neste mês que o presidente do Detran, Alessandro Barcellos, conheceu os modelos de inspeção aplicados na França, Espanha e Alemanha. Internamente, ele relatou que os países praticam preços mais altos do que os R$ 54,83 que deverão ser cobrados dos proprietários de veículos do Estado.

Barcellos também constatou que os europeus adotam modelos públicos de realização das inspeções — exemplo copiado pelo Piratini.

fonte: Zero Hora

jan 22

A partir de 1º de fevereiro, a Receita Federal argentina passará a exigir informações prévias sobre todas as importações de bens de consumo. A medida atingirá todos os produtos brasileiros destinados ao mercado interno argentino. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estima que 79% das exportações brasileiras devem ser afetadas, mas acredita em um acordo amigável entre os países vizinhos.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, um conflito direto seria ainda mais prejudicial à indústria brasileira. “Estamos preocupados com a realidade. Se temos uma indústria com contêineres parados, precisando embarcar, não podemos entrar em uma briga que trará solução somente um ano depois, o que não resolve o problema da indústria, nem do Brasil”.

Já o ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, é de opinião que as autoridades brasileiras precisam ser firmes para conseguir reverter essas medidas protecionistas adotadas pela Argentina. “O governo brasileiro tem que ser duro nas negociações”, disse.

No entanto, Barral observou que retaliar os produtos argentinos não é uma solução definitiva. “A retaliação é um instrumento de negociação. Não é uma resposta definitiva. Criação de barreira é ruim para os dois lados, gera custos de transação, burocracia desnecessária e corrupção deslavada”.

O ex-secretário de Comércio Exterior destaca a integração entre os países como uma alternativa de acordo. “Uma solução seria maior integração produtiva de mercados, assim como a que existe entre o setor automotivo”, disse.

O governo brasileiro vai esperar a medida entrar em vigor para avaliar o impacto das novas normas comerciais na economia antes de iniciar as negociações com o governo argentino. Na última terça-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, demonstrou o descontentamento com as reações do país vizinho. “A Argentina tem sido um problema permanente. Temos boas relações políticas, mas economicamente é difícil lidar com eles”, disse.

No dia 11 de janeiro, a Argentina decidiu exigir apresentação de Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI) dos importadores de bens de consumo. Essa exigência dificulta a entrada de produtos estrangeiros no país vizinho.

Para o Brasil, essas medidas protecionistas podem provocar uma queda considerável nas exportações. A Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Em 2011, as vendas externas brasileiras ao país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. De janeiro a dezembro do ano passado, a balança comercial entre os dois países registrou superávit para o Brasil de US$ 5,8 bilhões.

fonte: jornal NH

jan 21

Um lobista de empreiteiras que obtiveram contratos com o Ministério da Integração Nacional trabalha no gabinete do filho do ministro Fernando Bezerra, o deputado Fernando Coelho (PSB-PE), informa reportagem de Breno Costa e Andreza Matais, publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha). 

Emendas apresentadas pelo deputado ao Orçamento de 2011 asseguraram R$ 1,8 milhão em recursos da pasta para duas construtoras representadas pelo lobista, Aerolande Amós da Cruz. 

O chefe de gabinete do deputado nega que Cruz trabalhe no gabinete de Coelho Filho. 

SUSPEITAS  

O ministro Fernando Bezerra Coelho tem sido alvo nas últimas semanas de suspeitas de que teria beneficiado Pernambuco –Estado governado pelo seu partido e onde fica sua base política– com verbas para a prevenção de enchentes. 

Ele também é suspeito de privilegiar seu filho, o deputado Coelho Filho, na liberação de verbas do ministério por meio de emendas parlamentares, conforme mostrou reportagem da Folha. 

Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração. 

Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado iria para ações tocadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba), uma empresa pública presidida pelo irmão do ministro, Clementino Coelho, que deixou o cargo após as acusações.

fonte: Folha de SP

jan 20

Em sua primeira agenda pública de 2012, o senador Aécio Neves (PSDB) fez questão de atacar a sanção do projeto de lei que regulamenta mais recursos para a Saúde, dentro da chamada emenda 29, em vigor desde o ano 2000 e regulamentada no final do ano passado. 

“O governo federal perdeu uma extraordinária oportunidade de dar uma contribuição efetiva para a melhoria da qualidade da Saúde Pública no Brasil. O Governo Federal virou as costas para a Saúde”, afirmou o senador depois de reunir-se com o governador Antonio Anastasia (PSDB), no Palácio Tiradentes, sede do poder executivo na capital mineira. 

O tucano condenou especialmente a não aplicação de duas propostas. Uma, envolvendo uma emenda do senador Tião Viana (PT-AC), que previa investimento de 10% da receita da União em Saúde, tornou a medida “inócua”, segundo Aécio. Esta medida foi vetada no ano passado, quando o projeto de lei foi aprovado no Congresso Nacional. Outra medida foi vetada por Dilma Rousseff (PT) e diz respeito à reavaliação do Produto Interno Bruto (PIB) a fim de acertar o percentual aplicado na Saúde. 

Para o senador, “era absolutamente natural que o governo federal pudesse investir pelo menos 10% de sua receita na Saúde”, uma vez que vem mantendo um crescimento constante na sua arrecadação. O tucano disse que, enquanto Estados e municípios vem tentando se adequar à Constituição, que determina aplicação de 15% na área, a União faz caminho inverso. 

“Municípios aplicam 20% e Estados 12%. Enquanto Estados vêm se adequando, a União faz o contrário. Nos últimos 10 anos, vem caindo o investimento da União na Saúde. Não há um esforço solidário do governo federal.” 

As críticas de Aécio se somam às do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) que, pelo Twitter, atacou a nova medida do governo federal. “Pelo projeto do Congresso, se o PIB utilizado para calcular gastos mínimos federais fosse subestimado, haveria correção. Dilma vetou isso”, postou. 

E seguiu nas críticas: “Se o governo segurar gastos de Saúde para fazer caixa e faturar juros, esse $ devia ficar ara Saúde. Com o veto, esse $ não fica para Saúde. Esses vetos distorcem o espírito da emenda 29 que foi aprovada pelo iniciativa do governo FHC, quando eu era ministro da Saúde.” 

Já o governador Anastasia, questionado sobre a nova medida do governo Dilma envolvendo recursos para a Saúde, preferiu não criticar, limitando-se a dizer que o governo revisará cálculos para cumprir a nova lei federal. Ele também disse que o objetivo é não somente cumprir a lei, mas promover as melhorias na Saúde. 

“Vamos refazer cálculos orçamentários, ver aquilo que vai ser necessário. Claro que o cumprimento da lei é sempre nossa determinação e vamos identificar na Secretaria de Saúde quais são os desdobramentos juntamente com o Tribunal de Contas”, afirmou Anastasia sobre o assunto

jan 19

Depois de um 2011 complicado nas relações entre Brasil e Argentina, que colocou travas às exportações de calçados e móveis, em 2012 o quadro pode ser agravado. Isto porque a partir 1.º de fevereiro, o governo Cristina Kirchner exigirá que importadores declararem antecipadamente suas compras, o que afetará os produtores brasileiros. A nova regra comercial levou os empresários argentinos a pedir ontem suspensão da medida, assunto que será novamente tratado hoje. O Palácio do Planalto avalia a decisão e não descarta uma resposta ao país vizinho.

Problema permanente

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, manifestou descontentamento com as restrições cada vez maiores. “A Argentina tem sido um problema permanente. Temos boas relações políticas, mas, economicamente, é difícil lidar com eles”, afirmou. Hoje, o Brasil tem superávit comercial de cerca de US$ 6 bilhões com o país vizinho.Em nota oficial, o ministério diz ter feito contato com o governo argentino para avaliar os possíveis impactos nas exportações brasileiras.

As regras

A partir de fevereiro, os importadores argentinos terão de obter aprovação prévia da autoridade tributária do país antes de fazer qualquer compra no exterior.

O novo mecanismo de controle atingirá mais de 10 mil importadores argentinos. A declaração antecipada é tanto para o ingresso de produtos finais como de insumos para a indústria.

A declaração deve ser feita antes de os empresários efetuarem a ordem de compra no exterior. A oficialização da importação só será feita depois que o governo der o visto de ok sobre a operação, prazo que não deve exceder 15 dias.

A presidente Cristina Kirchner, que iniciou seu segundo mandato no mês passado, assinou uma série de medidas protecionistas, entre elas a expansão da lista de produtos sujeitos ao demorado procedimento de licenciamento prévio para importação e a obrigação de que as empresas equiparem suas importações com exportações de igual valor.

Indo na contramão da globalização

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico do Rio Grande do Sul (Sinmetal), Gilberto Petry, o intenso protecionismo da Argentina está contrariando o que é praticado por outros países. “Isso está na contramão do que os demais países fazem. O Brasil não tem isso, os Estados Unidos não tem isso”, exemplificou. “Está na contramão da globalização”. Segundo ele ainda não é possível avaliar o quanto esta medida afetará a indústria.

Abicalçados defende retaliação como saída

Para o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, as novas restrições representam mais entraves à entrada de calçados no país vizinho, que desde o ano passado vem atrasa a liberação das licenças de importação, que chegaram a passar de 200 dias, quando o prazo da Organização Mundial de Comércio (OMC) é de 60 dias.

Segundo ele, atualmente há cerca de 3 milhões de pares de sapatos brasileiros retidos na alfândega por falta de liberação – pelo acordo entre a Abicalçados e a Câmara da Indústria da Argentina, o Brasil poderia exportar 15 milhões de pares em 2011, mas até dezembro só conseguiu enviar 13,76 milhões de pares. “A única saída é a retaliação. O governo federal deve abrir processo contra a Argentina no Mercosul”, disse Klein.

Acordo

Vale lembrar que em dezembro venceu o acordo (exportação de 15 milhões de pares) que é monitorado pelo governo dos dois países. Na Argentina, já há movimento para se sentar novamente na mesa de negociações, mas ao que depender da Abicalçados o acordo não deve ser muito fácil este ano.

O argumento dado pelo presidente da associação brasileira dos calçadistas, Milton Cardoso, na Couromoda, foi de que não houve cumprimento do acordo pela Argentina. Conforme ele, 75% dos calçados importados pelos argentinos seriam do Brasil e o restante de outras origens. “Não foi isso o que aconteceu. A Argentina chegou a ter 50% dos calçados importados de outras origens. Por isso, creio que não há possibilidade para um novo acordo.”

Móveis gaúchos perdem espaço

Para o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), Ivo Cansan, cada medida do país vizinho para proteger a indústria local é um ataque ao setor moveleiro gaúcho. “A briga é com o Estado do Rio Grande do Sul. Ele (governo da Casa Rosada) está visualizando uma possibilidade das indústrias se instalarem na Argentina”.

Como defesa de sua tese, disse que enquanto o Brasil cresceu 25% nas exportações de móveis para a Argentina em 2011, o Estado gaúcho perdeu 21% do mercado. “O Rio Grande do Sul chegou a ter 40% do mercado, hoje detém pouco mais de 12%, e a cada ano perdemos mais espaço”, afirmou. Segundo ele, dos US$ 150 milhões exportados pelo País em 2011, o Estado só representa US$ 17 milhões.

Veículos argentinos ficaram de fora da elevação de IPI

No final do ano passado, o governo Dilma Rousseff havia aumentado os impostos para veículos importados, medida que vigora até 31 de dezembro deste ano. O Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para carros e caminhões teve aumento de 30%, o que pode representar um aumento de 25% a 28% no preço dos carros importados. No entanto, a Argentina ficou de fora da medida, pois suas fábricas atingem a exigência de terem no mínimo 65% de conteúdo nacional ou regional.

Saiba mais

A Argentina é o segundo principal país a receber exportações do Rio Grande do Sul, atrás apenas da China.

Segundo dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE), entre janeiro e novembro de 2011 foram exportados US$ 1.813.954.995 bilhão, em uma participação de 10,04%.

Em 2010 haviam sido exportados no mesmo período US$ 1.480.253.791 bilhão, representando 10,49% das exportações. Hoje a FEE divulga os dados totais das exportações gaúchas em 2011.

fonte: Jornal NH

jan 18


Deputado Lucas Redecker com o governador de SP, Geraldo Alckmin, e o presidente da Couromoda, Francisco Santos

A Couromoda, principal evento do setor coureiro-calçadista no país atualmente, é a ocasião em que o segmento discute as tendências do mercado para o ano e analisa os desafios e os rumos que vão nortear as indústrias em 2012. O vice-presidente da Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, deputado estadual Lucas Redecker, participou do ato inaugural da Couromoda no início desta semana, ocasião em que também representou o Parlamento gaúcho. 

Redecker disse que a Couromoda se renova a cada ano e que está cada vez maior e melhor. O parlamentar destacou que a criatividade e o uso de novas tecnologias destaca-se nesta edição da feira. Para Redecker, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor em 2011 – como as barreira impostas aos calçados gaúchos pela Argentina e a triangulação de calçados chineses em países asiáticos –, os números consolidados em relação ao crescimento das vendas no mercado interno demonstram que o setor sabe se adaptar às dificuldades. 

O parlamentar lamentou que o Estado tenha deixado de vender em 2011 um total de US$ 99,1, com queda de 21,1% no volume de vendas externas e redução de 13,1% em valores. O mais preocupante, disse ele, é que as perspectivas para as exportações de calçados em 2012 não são animadoras. 

Redecker disse que está cansado do que denominou de “muita retórica e pouca ação” por parte dos governos do Estado e Federal e que espera ações efetivas de socorro aos exportadores de calçados, setor que está isolado na economia hoje e abandonado a sua própria sorte. “Enquanto as exportações cresceram de um modo geral, as de calçados caíram, deixando os calçadistas isolados. Por estarem nesta condição, o setor não recebe a atenção necessária por parte do governo. De fato ocorre um descaso do governo em relação aos calçadistas, como foi possível perceber na abertura da Couromoda, uma vez que a presidente Dilma e o governador Tarso Genro não apareceram”, disse o deputado. 

Saiba mais sobre a Couromoda 

Maior feira especializada na América Latina e segunda do mundo, a Couromoda reúne, a cada edição, empresários de toda a cadeia coureiro-calçadista do Brasil, setor que – dos curtumes às lojas de varejo – tem hoje um PIB superior a R$ 50 bilhões anuais e gera mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. No mercado externo, em 2010, as vendas da cadeia couro-calçados alcançam cerca de US$ 4,3 bilhões, com superávit acima de US$ 3 bilhões. 

Em 2011, por exemplo, a Couromoda reuniu mais de 1.000 empresas expositoras, de porte grande, médio e micro, ocupando 51.000 m2 de área de exposição no Pavilhão do Anhembi/São Paulo, para apresentar as coleções outono-inverno de aproximadamente 2.000 marcas. Representando 13 Estados brasileiros, as empresas participantes da feira respondem por 90% da produção brasileira do setor, que hoje supera os 850 milhões de pares anuais.

jan 17

Com atraso de um ano, o projeto do governo estadual para a criação de albergues públicos voltados a pacientes do SUS ainda não saiu do papel.

Durante a campanha eleitoral, Tarso Genro prometeu implantar as chamadas Casas de Solidariedade em pelo menos seis cidades-polo para tratamento de saúde, sendo que a intenção era fazer as três primeiras em 2011 — o que não aconteceu.

Saiba mais:
Histórico controverso

Procurado no domingo por ZH, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, afirmou que a intenção é aprovar a proposta na Assembleia em fevereiro. O projeto chegou a ser incluído no pacote apresentado aos deputados janeiro de 2011. Questionamentos da oposição levaram o Executivo a voltar atrás.

— Argumentamos que a ideia precisava ser melhor discutida e fomos atendidos. Não era ruim, mas tinha alguns buracos — afirma o deputado Paulo Borges (DEM).

Ao todo, segundo a deputada Marisa Formolo (PT), presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, foram feitas cerca de 10 audiências públicas sobre o tema, para colher sugestões da população. Além disso, secretários de Estado envolvidos diretamente no tema foram ouvidos pela comissão.

— Chegamos a um acordo. Ficou claro que as casas precisam ter critérios de seleção e dar prioridade aos pacientes mais pobres e que moram mais longe — ressalta Marisa.

Fonte de financiamento é cobrada pela oposição

O resultado das reuniões foi encaminhado à Casa Civil entre o fim de outubro e o início de novembro. Desde então, o projeto está parado, gerando descontentamento entre integrantes da Secretaria de Trabalho e Assistência Social.

Agora, a intenção do governo é que o projeto finalmente volte à Assembleia. A aprovação é dada como certa, mas a oposição avalia o caso com cautela.

— O projeto apresentado em 2011 não passava de um protocolo de boas intenções, sem nenhum aprofundamento. Essa nova tentativa só vai dar certo se o governo conseguir estabelecer claramente algumas questões, como a fonte de recursos e quem será o responsável — adianta Giovani Feltes, líder da bancada do PMDB.

 fonte: Zero Hora